segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Livro, um verdadeiro amigo

Estava pensando... gosto muito de ler! As pessoas conhecem minha fama de leitor voraz e a prova disso foi ganhar muitos novos exemplares de presente de aniversário!

Desde ontem eu pensava nessa relação tão forte com os livros e cheguei à conclusão que tenho com eles algo muito semelhante às pessoas.

Tem livros que ficam sempre em nossas cabeceiras. Eles fazem rir, chorar, emocionar... mostram um mundo desconhecido e fazem refletir o conhecido. Podem ser sérios e pesados, mas também conseguem ser leves e divertidos.

Livros não morrem! Assim como as pessoas, eles são importantes por toda uma existência. A cada nova leitura de um mesmo livro sempre há algo novo para se descobrir. Existem livros que não saem de nossas estantes, mas apenas temos acesso a algumas páginas. Muitas delas são até coladas.

Existem livros fáceis e livros difíceis.

Tem aqueles que perdemos de vista e quando os encontramos... nos deixa feliz pelo reencontro! Outros fazem perceber que sequer fizeram falta ou mal lembrávamos que existiam. Uns são livros da infância e que ficam lá só na lembrança. Outros evoluem a cada nova leitura.

Muitos livros são tomados, surrupiados e nunca mais devolvidos. Tem livros que são maltratados e despedaçados e mesmo quando perdem alguma página conseguem manter sua essência. 

Ultimamente, percebi que amar também é o desapego que deve proporcionar liberdade. Um livro é um ser vivo e não pode ser exclusivo, sendo assim muitos dos meus livros se vão para outros leitores, mas sempre ficarão guardados na memória.

Os livros comprados são conquistas que nos permitimos atingir e aqueles que são presenteados devem ser vistos como o carinho de uma entrega verdadeira.

Eu poderia ficar horas escrevendo sobre os livros. Não existem livros bons ou ruins. Livros são livros e assim também vejo você que acabou de ler este texto.



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Borges, você me perdoa?


Será que estou ficando maluco? Ou será que sempre fui? Lembro que ainda na faculdade ouvi falar de seu nome. E li um texto seu no livro “PRÓLOGOS COM UM PRÓLOGO DE PRÓLOGOS”. Simbolicamente, uma professora me presenteou com esse seu livro e como sempre ávido por bons textos quis conhecer “o tal escritor argentino e cego”. Essa professora, que já era sua admiradora, falava de sua maneira peculiar, simples e bem humorada de falar da morte. Sabe querido mestre... (gosto de imaginá-lo assim e isso não é novidade, afinal aprendi com você a conversar com autores e personagens mitológicos) também penso que meus textos são autobiográficos. Aliás... agora são nossos textos, não? Desculpe-me, mas não pude perder a piada.

Ah mestre... e agora? Tantos textos eu escrevi. E quis o destino que justamente um texto para um grupo que participo como ator tivesse que revisitar sua produção e sua vida! Sabe aquele fluxo criativo que sentimos quando estamos criando? Pois bem, quando bati o ponto final após elaborar nove cenas para um texto teatral... senti o quanto sua influência me guiou durante esses tantos anos. O texto estava pronto conforme me havia sido demandado, faltava um título, dizem que dificilmente os títulos são criados por quem escreve um texto. A querida diretora de grande sintonia em nossas conversas, que solicitou esse trabalho sugeriu “ENTRE RIOS”. Não poderia ser mais perfeito. Uma síntese de nossas conversas. Acho que ela já ouviu algumas delas.

Quando começamos a criar e ensaiar a peça, cada uma de nossas palavras (as minhas e as suas) estavam mais mágicas do que nunca. Mas ontem... ah ontem... por um momento em que presente e vivo no palco como ator, eu ouvia atores empenhados num processo digno de sua grandeza, a emoção ficou mais forte! Nesse momento senti que precisamos ficar um pouco distantes! Não esquecerei de nada do que já conversamos, porém como ator faz-se necessário. Ainda não é o momento de “restar só palavras”. ENTRE RIOS pede ação! E assim Borges... Vamos ficar sem conversar um pouco. Pode assistir nossos ensaios. Não tem problema. Muitos “Seres Imaginários” estão sempre pelo teatro e serão umas excelentes companhias. Mas fica “quietinho”, ok? O Rubens ator precisa agir e não podemos conversar. Se não gostar de algo, me fale após a última sessão no dia 29 de novembro. Por favor, me perdoa se conduzi algo que não tenha gostado. E como você diria... “leiam outros autores”! Obrigado mestre, suas palavras me ensinaram e continuam me ensinando muito. Até breve!

domingo, 14 de outubro de 2012

Não sou professor!


No final de 1996 estava cursando “Didática do Ensino Superior”, disciplina obrigatória para Pós-Graduação da Faculdade Cásper Libero. Incentivado pela professora resolvi ir abrir este espaço paralelo em minha vida profissional. Duas universidades (uma no extremo da Zona Sul e outra da Zona Leste) me chamaram para docência em cursos das suas faculdades de comunicação. De imediato, eu percebi que poderia passar minha experiência para uma galera ansiosa por aprender... e esse é meu compromisso até hoje!



Já se passaram 16 anos. Estive em sete instituições de ensino em cursos de Publicidade, Relações Públicas, Jornalismo, Rádio e TV, Marketing, Secretariado, Administração, Turismo, além de duas pós-graduações. Sempre com a coerência de passar minha experiência em comunicação e marketing. Passei por coordenação de cursos e direção de uma faculdade. Em 2001, eu pensei em parar de dar aulas, mas não consegui! Nos últimos dois anos reduzi minha carga horária para meia noite por semana. Confesso que andei meio desiludido com a postura de alguns alunos, mas neste ano voltei a sentir o incentivo dos alunos e voltei a ter uma noite inteira de aulas. É bom sentir feedback que nos dá a certeza de poder ajudar pessoas em sua formação profissional.

Tenho a consciência de não ser um professor, mas sim apenas um publicitário que se atreve a dar aulas. Quando um aluno me chama de professor, ainda hoje acho estranho. Não sou esse ser iluminado que dedica sua vida ao ensino, mas apesar disso reconheço o carinho de muitos deles comigo.

Feliz Dia dos Professores!

sábado, 13 de outubro de 2012

Agora também no Facebook


Escrever é minha paixão. Tenho certeza que o Facebook é uma excelente possibilidade de publicar meus textos. Sendo assim, o Blog "Escrevendo Sem Compromisso" (http://escrvendosemcompromisso.blogspot.com) passa a ter um paralelo no no http://www.facebook.com/EscrevendoSemCompromisso.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

GOD SAVE THE ROLLING STONES

12 de julho de 1962 - eu já estava esperando para vir ao mundo... e nessa data surgia os "Rolling Stones". Observando essa cronologia percebi o quanto esse grupo sonorizou minha vida! Bailinhos, paqueras, namoros, loucuras, paixões, amigos, tristezas e alegrias... definitivamente são umas das minhas trilhas sonoras. 28 de janeiro de 1995... um sonho se realizou em pleno Pacaembu: assisti um show "ao vivo". Inesquecível! No último final de semana cantei muito a canção que fala sobre a Lady Jane!* No melhor estilo britânico: GOD SAVE THE ROLLING STONES.


* a versão original é de 1966 e em foi trilha do espetáculo “O Amante de Lady Chatterley”, uma adaptação teatral inédita do clássico da literatura inglesa do escritor D.H. Lawrence realizada lindamente pelo meu amigo Germano Pereira.

domingo, 1 de julho de 2012

Hamlet-Machine, teatro em tempos de (in)quietudes


A montagem do texto Hamlet-Machine do dramaturgo alemão Heiner Müller foi a opção escolhida pelo ator e diretor Lucas De Lucca com um grupo de atores / alunos para participar nos dias 2, 3, 4 e 5 da 76ª Mostra Macunaíma de Teatro, em São Paulo.

Esta peça foi escrita em 1977 e inspirada no original Hamlet, de William Shakespeare. Em um processo de desconstrução, a peça é estruturada em cinco cenas que espelham catástrofes da história e da cultura ocidental e a crise do artista e intelectual, dividido entre o desejo de se transformar em uma máquina sem dor ou pensamentos e a necessidade de ser um historiador desse tempo conturbado do século XX. A peça é construída basicamente através de citação – além de textos do próprio Müller, são citados Artaud, Benjamin, Eliot, Hölderlin, Pasternak e Marx, entre outros. 

A Mostra Macunaíma de Teatro este ano propôs aos participantes a busca pela reflexão profunda do quanto a arte pode ajudar na identificação dos problemas de nosso tempo. Dentro desse conceito a escolha de Hamlet-Machine não poderia ser melhor. Para o diretor Lucas De Lucca, “Montar qualquer texto de Heiner Müller é uma aventura. Na nossa montagem de Hamlet-Machine, a oportunidade de nos depararmos com um texto repleto de lacunas e de informações soltas é como estar num quebra-cabeça e achar o sentido para o aprendizado de um grupo de alunos-atores. Isso é fascinante. Ele é um dramaturgo que incita a criação no ator, que o presenteia com a liberdade da escolha. Poder escolher é algo que agrada, mas também traz insegurança e inquietudes. Escolher é também saber honrar suas escolhas”. O elenco é formado por 15 atores. Esta montagem traz um trabalho diferenciado com o uso sutil de coros e um expressivo trabalho de corpo. 

A peça aborda també o conflito de gêneros, onde a inversão dos papéis de homem e da mulher se intensifica nessa meta de transformação no homem-máquina. “O que mais fascina no ensino-aprendizagem é o quanto um grupo é capaz de se apropriar dos conceitos estudados; e, o quanto esse grupo também nutre quem o orienta. E esse grupo tem esse diferencial: são esforçados, criativos, empenhados, estão na contínua inquietude da busca. Isso é maravilhoso!”, finaliza Lucas.


Montagens brasileiras

Várias montagens consagradas de Hamlet-Machine mostram que esse texto dá uma abertura riquíssima de diferentes formas de interpretação. Em 1987, o diretor Marcio Aurélio colocou a atriz e coreógrafa Marilena Ansaldi numa ousada concepção de montagem. O conhecido grupo “Os Satyros” encenou esse texto em 1996 no Museu da Cidade de Lisboa. Em 2009, o “Deutsches Theater Berlim” trouxe o renomado diretor teatral búlgaro Dimiter Gotscheff para São Paulo e essa adaptação contou com dois atores brasileiros, Paula Cohen e Gero Camilo, além do próprio diretor em cena. 


Serviço: 
Hamlet-Machine  de Heiner Müller 
Teatro Escola Macunaíma 5 
Data: 02, 03, 04 e 05 de Julho - Horários: 19h e 21h 
Duração: 50 minutos - Recomendação: 18 anos 
Direção: Lucas De Lucca - Assistência de Direção: Fábul Henrique 
Ingressos na bilheteria ou antecipados no site http://goo.gl/JkvwK 


Elenco:
Cecí Martins / Daniel Costa / Deborah Brandt / Irun Gandolfo / Jonas Falcão / Julieine Nascimento / Karen Tasso / Kelly Margutti / Lili Nunes / Monike Brandão / Paulo Marino / Rubens Júnior / Sandra Maura / Tais Medeiros / Willis Arf 
A programação completa da Mostra Macunaíma de Teatro pode ser consultada em http://www.macunaima.com.br/mostra/



sábado, 19 de maio de 2012

Teatro. Onde minha vida acontece.


Ontem vivi uma experiência gratificante! Acompanhei estudantes de publicidade e propaganda ao teatro. Isso poderia ser uma atividade banal extra classe, mas não foi! Foi sim, a experiência de poder sentir três áreas de minha vida em convergência no mesmo momento.

Sou publicitário e profissionalmente estou a 27 anos num mercado profissional que vai do marketing à comunicação empresarial. Trabalhei em agências, empresas e fui empresário nesse setor. Com a maturidade a postura de consultor tornou-se natural. Em paralelo, surgiu uma carreira acadêmica que há 16 anos possibilita uma convivência com jovens que pretendem buscar seguir o mesmo caminho que o meu. Na Faculdade Oswaldo Cruz já fui coordenador de curso, diretor e atualmente sou professor na turma do segundo ano de Publicidade e Propaganda. Desde 2009, eu comecei um novo caminho na arte. Fui estudar teatro. Escrever sempre é algo que esteve presente em minha vida e a dramaturgia um desejo a ser atingido. Para escrever bem precisava conhecer o mundo dos palcos e aí sim me arriscar nesse tipo de texto. E no sedutor e criativo mundo que é o teatro descobri que podia ousar ser ator. E no momento, eu estou em pleno processo de criação coletiva e ensaio de um texto do dramaturgo alemão Heiner Muller, Hamlet-Machine.


Em conversa com o novo coordenador do curso de Publicidade e Propaganda, o publicitário professor Júlio M. Silva pensamos em organizar uma aula especial, onde levaríamos os alunos de primeiro e segundo para assistirem uma boa peça teatral. Fiz minha sugestão e fomos assisti-la previamente. Já na saída eu e o Júlio tínhamos muitas idéias para aproveitarmos ao máximo tudo que “Uma questão de tempo”, que nesse momento já não nos deixava dúvidas de que seria a opção correta, poderia nos dar para a atividade!

Atrizes em cena
“Uma questão de tempo” tem no elenco os talentosos atores Christiane Lopes, Renata Mazzei, Carlos César, Lucas De Lucca com texto de Alberto Guiraldelli e direção de Mônica Granndo. A Renata me dirigiu pela primeira vez no palco e o Lucas dirige meu atual grupo no processo inesquecível e enriquecedor que estamos vivenciando.

De cima para baixo:
Renata Mazzei, Lucas De
Lucca e Christiane Lopes 
Uma questão de tempo tem uma temática totalmente urbana e contemporânea e nos provoca reflexões sobre nossa rotina diária e em diferentes fases da vida! Situações que chegam à comédia por um viés crítico que faz a platéia rir e se emocionar. Tudo isso um prato cheio de referência e inspiração, mas acima de tudo muito “repertório de vida” para ansiosos e interessados aspirantes a publicitários. Gentilmente, os atores toparam fazer uma sessão extra apenas para os estudantes e o melhor... teríamos um bate-papo para conversarmos sobre a semelhança entre os processos criativos para uma produção teatral e uma campanha publicitária.

Cheguei cedo ao teatro e alguns alunos já esperavam nos corredores e pouco a pouco preenchiam o local. Comecei a sentir um misto de emoção e sentimentos confusos. De repente senti que trouxe meus alunos para dentro de um ambiente, que cada dia me deixa mais feliz. Não sei porque, mas sentia uma tensão generalizada.

Na plateia, alunos esperam inicio
 do espetáculo.
Durante toda a apresentação às reações da platéia confirmavam o sucesso da proposta. Ao final, após os aplausos e uma rápida pausa, os atores voltaram para nossa troca de informações. Por ser naquele instante, a ponte entre “teatro” e “propaganda” fiz uma rápida apresentação, que passou pela dedicação apaixonada de publicitários e atores por seus ofícios e a introdução da gostosa abordagem que aconteceu sobre o processo criativo, além de uma importante reflexão sobre ética, escolhas e comprometimento profissional.
Elenco conversa com estudantes
Lucas, Carlos César, Renata e Chris

O publicitário não é um artista. Embora na origem da profissão tenha sido exercida por poetas e artistas plásticos não somos em definição “artistas”. A arte nos serve como motivação e ferramenta. O estudo das diferentes formas de expressão nos auxilia no processo de criação. Esse olhar artístico mostra muitas vezes um potencial latente nesses profissionais e não é raro muitos deles acabarem se desenvolvendo no mundo das artes.

O processo criativo para o publicitário tem como base a propulsão de ideias, que direcionadas e bem trabalhadas transformam-se em peças publicitárias. A meta desse trabalho é a comunicação persuasiva, porém recheada de reflexões sobre o mercado de consumo. Resumindo, o publicitário não pode ignorar as expressões artísticas.

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“Uma questão de tempo” encerra esta temporada amanhã, mas deixo aqui a promessa de divulgar  a nova temporada tão logo eu tenha local e datas.

terça-feira, 20 de março de 2012

O valor de um Diploma

Não sou grande fã de novelas! Mas tenho que admitir que essa linguagem reta e por muitas vezes rala chega facilmente ao coração das pessoas! Foi publicado no UOL um suposto texto que a personagem de uma mulher simples, interpretada pela atriz Lília Cabral discursa na formatura em medicina de seu filho! Muito bonito e um pouco do que acredito sobre um diploma! Dedico aqui aos meus alunos e a todos ex-alunos que pude conhecer nessa minha jornada de 17 anos emprestando algumas horas para compartilhar um pouco da minha experiência em comunicação e marketing!

Divulgação: Rede Globo


"GRISELDA — Faz três anos me convidaram pra vir aqui fazer um discurso. Desde então venho me preparando, mas até agora não sei direito o que falar. Imaginem só a responsabilidade: alguém como eu, que teve pouco estudo, dar um recado de otimismo e esperança para uma turma de formandos de medicina, abrir pra eles com minhas pobres palavras uma janela pro futuro? O que eu tenho a dizer pra vocês é que o estudo é importante. O saber é uma bênção. Mas não é um diploma que faz um homem, e sim, o valor que ele dá ao seu trabalho. O estudo prepara, mas o trabalho duro e honesto é que dignifica.Sim, estudar é uma benção. Mas ninguém é menos que outro porque não pôde estudar... E todos devem ser iguais no valor que dão ao que fazem: seja qual for a tarefa, deve ser feita com honestidade, com integridade, com alegria... E com orgulho. Pois o trabalho, bem feito e honesto, é que faz o mundo andar e a vida dar certo... Assim como é o caráter, e não os títulos, e menos ainda a aparência, que faz a nossa caminhada no mundo valer a pena, pois nos torna uma pessoa de verdade. Essa é minha mensagem de otimismo e esperança pra vocês, jovens que estão na boca pra ocupar seus lugares no mundo: sejam honestos acima de tudo... Façam um bom trabalho... E amem o seu próximo." by Aguinaldo Silva. 

domingo, 18 de março de 2012

Um Violinista no Telhado, eu subi no palco!

Assisti ontem, a primeira apresentação do espetáculo “Um Violinista no Telhado” no Teatro Alfa em São Paulo... e eu fui para o palco!  A história é conhecida. Eu já havia assistido ao filme produzido em 1971 com direção de Norman Jewison. A trilha sonora ganhou o OSCAR! Não lembrava de muita coisa, mas sim que era recheado de muita emoção! O musical estreou um pouco antes na Broadway(1964), o que por razões cronológicas seria impossível de eu testemunhar!
Família de Tevye na trama central

Depois de uma temporada no Rio de Janeiro com aclamação unânime de crítica, São Paulo recebe essa montagem que é mais um sucesso da dupla Charles Möeller & Cláudio Botelho baseado nas histórias de Sholem Aleichen.

Germano Pereira vive o russo Fyedka
Assistir meu querido amigo, o ator Germano Pereira é sempre um momento especial. Ele é conhecido e consagrado na cena teatral paulistana em que pude comprovar nas apresentações de Hamlet Gashô e o Amante de Lady Chaterley com montagens fantásticas nos palcos dos Satyros. Germano é  dramaturgo e autor de livros também brilhantes, e em 2011 recebeu o Prêmio Jabuti.

José Mayer é Tevye
A primeira surpresa agradável foi José Mayer soltando a voz e se apresentando como um ator de verdade, que só o teatro nos permite comprovar! Todo o elenco é maravilhoso e o Germano faz o russo Fyedka, um trabalho forte e preciso como sempre! Sua figura ao fundo do palco no final do primeiro ato é uma fotografia mental inesquecível!

Cenário... luzes... uma orquestra! Será que a Broadway está aqui na cidade e eu não sabia? Quanto talento junto! A plateia com aplausos quase histéricos me provocou um susto inicial, mas acho que pela primeira vez entendi o frenesi que os ingleses tinham nos espetáculos de Shakespeare... onde muitas vezes o comportamento parecia um show de música POP atual. Não vou falar mais nada desse primor de musical! A crítica faz isso muito bem e o consideram “o melhor musical no Brasil de todos os tempos”.
Elenco grandioso esbanja talento

Desde de 2009, eu sou um neófito dos palcos teatrais... e então percebi que não consigo mais assistir nenhuma produção teatral com o olhar da plateia. Subo energeticamente ao palco e fico conectado com elenco. Ontem, no saguão do teatro esperava meu amigo (como combinado). Muita gente ainda circulando e o encontro rodeado por fãs que obviamente queriam fotos para lembranças, mas que também ainda lembram dele como o Adamo, personagem na novela Passione da Rede Globo (2010). Após receber o carinho do público foi a minha vez de dar um forte abraço e ainda poder sentir sua felicidade em estar no palco. Falei com ele sobre essa sensação nova para mim. E então ele falou: “Agora você sente, né? Eu e o elenco estávamos muito emocionados. Eu sinto isso também!” Com essa confirmação sai tendo a certeza de que rodei junto com os atores nas danças russas e quase cruzei os olhares como eles faziam na celebração após a cena final! Estava junto no palco! Lindo! Um presente para meu coração!

Serviço:
UM VIOLINISTA NO TELHADO - http://www.umviolinistanotelhado.com.br

UM ESPETÁCULO DE Charles Möeller & Claudio Botelho
Baseado em histórias de Sholem Aleichem, sob permissão especial de Arnold Perl
TEXTO Joseph Stein, LETRAS Sheldon Harnick, MÚSICA Jerry Bock, VERSÃO BRASILEIRA Claudio Botelho, DIREÇÃO Charles Möeller

ELENCO
José Mayer – Tevye
Soraya Ravenle – Golda
Rachel Rennhack – Tzeitel
Malu Rodrigues / Karina Mathias – Hodel
Julia Fajardo – Chava
Ada Chaseliov – Yente
Sylvio Zilber – Lazar Wolf
Alessandra Verney – Fruma Sarah
Nicola Lama – Perchik
André Loddi – Motel
Germano Pereira – Fyedka
Germana Guilherme – Shandel
Com: Ari Cegatto, Arthur Borges, Augusto Arcanjo, Beatriz Lucci, Carlos Sanmartin, Diego Biagini, Elcio Bonazzi, Fabio Porto, Guilherme Lazary, Ivana Domenico, Jitman Vibranovski, Luiz Carlos de Moraes, Maria Netto, Paulo de Mello, Patau, Pier Marchi, Ricca Barros, Ricardo Vieira, Thuany Scheidegger, Tony Germano e Yashar Zambuzzi. E as crianças Carolina Cristal, Enzo Dimitri, Felipe Thalenberg, Juliane Oliveira, Lais Dias, Matheus Braga, Thainara Bergamin.

DIREÇÃO MUSICAL: Marcelo Castro - COREOGRAFIA ORIGINAL: Jerome Robbins -RECRIAÇÃO COREOGRÁFICA: Janice Botelho -CENÁRIO: Rogério Falcão - FIGURINOS: Marcelo Pies - ILUMINAÇÃO: Paulo Cesar Medeiros - DESIGN DE SOM: Marcelo Claret - VISAGISMO: Beto Carramanhos -COORDENAÇÃO ARTÍSTICA: Tina Salles - CASTING: Marcela Altberg - PRODUÇÃO EXECUTIVA: Aniela Jordan e Luiz Calainho

Teatro Alfa
R. Bento Branco de Andrade Filho,722
Santo Amaro - tel. (11) 5693-4000
Quintas, às 21h. Sextas, às 21h30.Sábados, às 17h (a partir de abril) e 21h. Domingos, às 17h.
1.110 lugares (VIP, Platéia, Balcão I e II)


assista os videos:
Ensaio - Parte 1 -
Entrevistas e trechos - TV Caras


terça-feira, 13 de março de 2012

Estava pensando... o Facebook é bem legal mesmo! É só observar e muitas situações saltam aos olhos! Recentemente vi algumas mulheres quarentonas / cinquentonas com fãs inventados.... é tão óbvio! Está bem porque vou julgar necessidades de se sobrepor às amigas ou fazer ciuminho “teen” para namorados / maridos ou ex... Sei lá! As vidas são tão lindas e intensas, não é? E os toques sacerdotais... lição de vida tem muita gente engolindo livros do Roberto Shiniashiky (risos). E as mensagens cifradas? 



Escreve-se em aberto para alguém específico ler. Ou ainda, uma frase codificada! Quando me permito escrever algumas coisas... falo de mim! E de coisas que funcionam para mim! Sou do tipo que compro brigas dos outros. Se alguém faz mal, engana, maltrata ou destrata alguém que eu gosto... já revejo meus conceitos mesmo! Não tenho compromisso de ganhar o título de “Mr. Simpatia”. Não fujo e não me acovardo! Tudo e toda regra têm exceção! Vida simples e rotineira, mas um compromisso sério com a felicidade que incomoda! Tem gente que escreve coisas bacanas e expõe situações legais! Sou chato e criterioso! Confesso! E às vezes meu perfil do Facebook parece sem graça, porque é um reflexo do que sou e sempre fui! Será que é coisa de último dia de férias? Hahahahahahahaha!