segunda-feira, 6 de maio de 2013

É fato: somos tão jovens!


Meio que no susto, eu fui assistir ao filme “Somos tão Jovens”. Quando tive as primeiras informações desse filme, eu fiquei com muito receio de qual abordagem sobre a vida de Renato Russo poderíamos assistir. Minha geração é a mesma dele. O seu público mais forte era de uma faixa de um pessoal com uns 5 anos menos que eu. Gostava bastante sim do Legião Urbana (ouvi falar do antecessor Aborto Elétrico), mas estava cronologicamente um passo antes... algo entre Blitz e Paralamas.



O filme é bem feito e com algumas atuações em destaque como as de Sandra Corveloni  como a mãe de Renato e Laila Zaid como uma personagem fictícia Aninha, um misto das suas três melhores amigas na adolescência. Thiago Mendonça (como o protagonista) deu conta da responsabilidade de personificar um ídolo ainda presente em tempo próximo na mente de seus fãs. O texto e a direção são bem cuidadas. Alguns atores tiveram um erro básico, mas que pode ser mais seguro, que foi o de imitar personagens que retratam ícones do rock nacional contemporâneos de Renato Russo. Ao fugirem por receio ou falta de experiência... caíram no caricato e foi inevitável o riso. Eu gostei bastante, mas na verdade o que me fascinou foi um perfeito retrato de época de tempos que vivi intensamente.

Pensei em coisas que vivi e que devem ser incompreensíveis para quem tem menos de 35 anos. As fitas cassetes que traziam músicas de discos que não tinham sido lançados no Brasil. As relações coletivas... as turmas... as galeras... fico triste quando vejo que o mundo tecnológico fez perder tudo isso. Ir a casa de amigos... o pessoal reunido nos quartos ouvindo música e conversando (e muito). A transgressão poética das bebidas e até das drogas bem longe desse mundo de tráfego/crime de hoje em dia. Os sonhos, os planos, os amores tudo compartilhado dentro das casas e não numa rede social. A mãe que se preocupava em servir lanchinhos (que delícia). O fim a ditadura que promovia um jovem já não mais militante, mas inconformado com o País. Que viajem encantadora pude presenciar. Tudo tem seu momento e esse foi o momento que vivi! .... e até porque ainda “somos tão jovens”!



Sinopse: 'Somos tão Jovens' conta a emocionante e desafiadora história da transformação de Renato Manfredini Jr. no mito Renato Russo, revelando como um rapaz de Brasília, no final da ditadura, criou canções como ‘Que País é Este’, ‘Música Urbana’, ‘Geração Coca-Cola’, ‘Eduardo e Mônica’ e ‘Faroeste Caboclo’, verdadeiros hinos da juventude urbana dos anos 80 que continuam a ser cultuadas geração após geração por uma crescente legião de jovens fãs.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Antonio Carlos Fontoura
Elenco: Thiago Mendonça, Sandra Corveloni, Marcos Breda, Laila Zaid, Bianca Comparato, Bruno Torres, Daniel Passi, Sérgio Dalcin, Conrado Godoy, Nathalia Lima Verde, Ibsen Perucci, Edu Moraes, Olivia Torres, Kotoe Karasawa, André de Carvalho, Leonardo Villas Braga, Victor Carballar, Thiago Casado, Antonio Bento, Nicolau Villa-Lobos, Waldomiro Alves, Natasha Stransky, Rene Machado, Kael Studart, Vitor Bonfá, Henrique Pires, Maísa Lacerda, Paulo Wenceslau
Produção: Letícia Fontoura, Antonio Fontoura
Roteiro: Marcos Bernstein
Fotografia: Alexandre Ermel
Trilha Sonora: Carlos Trilha
Duração: 104 min.
Ano: 2011
País: Brasil
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes, Fox Film do Brasil
Estúdio: Fox Filmes do Brasil
Classificação: 14 anos

quinta-feira, 18 de abril de 2013

E o Sol Nasceu...


Tem pouco mais de um mês que moro no Rio e ainda não tinha conseguido ir ao Teatro. Estava sentindo muita falta de uma boa peça. Trabalho com comunicação e marketing para um grande projeto cultural, mas a minha recente incursão profissional nas artes cênicas (em especial na dramaturgia) pede que meu repertório de produções atuais esteja sempre renovado.

Uma peça me chamou atenção: “Até o Sol Nascer”. O contato com Giuliano Candiago (ator e produtor) fez com que essa brilhante montagem fosse a minha estreia nesta fase como espectador “carioca de São Paulo”.

O Teatro do Solar de Botafogo é muito acolhedor e apesar do trânsito, eu consegui chegar em tempo de um cafezinho e também de trocar algumas palavras com o carinhoso e atencioso Giuliano.

Encantamento é a palavra que define a sensação de assistir o maravilhoso trabalho de Giuliano Candiago com Leticia Birkheuer. Uma comunhão intensa e a entrega da dupla nos palcos emociona e contagia. Eles ficam enormes... gigantes!

Quanta sensibilidade! A direção e o texto são de Luciano Mazza. E o texto é algo muito especial, pois propõe diálogos fortes e intensos que são incorporados por John e Gloria, protagonistas de um encontro comum, porém com confrontos inusitados. Ela uma top model vendo o fim de sua carreira aproximando e ele um garoto de programa com sonhos e possuidor de um amor verdadeiro.

fotos: divulgação

A sensualidade de algumas cenas é sútil e sofisticada. A beleza da atriz transborda no palco. E a proposta de cenários simples fica engrandecida com o jogo cênico e preparação de corpo que acrescidos de uma iluminação e trilha sonora perfeitas.

Revelar mais sobre o espetáculo seria um crime, pois é um desses trabalhos que devem sem saboreados e percebidos com a pluralidade que uma boa interpretação artística pede.

O frescor de estreia em produção mostra o seu amor pelo palco que já tinha como ator e a estreia de Leticia num palco (já que a conhecemos da TV) completam um vigor impressionante.

A peça fica em cartaz no Rio até dia 28 de abril e tem estreia prevista para meados de maio em São Paulo...




Ficha técnica:

Até o Sol Nascer
Texto e direção: Lucianno Mazza
Com Giuliano Candiago e Leticia Birkheuer
Produção: Giuliano Candiago

Centro Cultural Solar de Botafogo
Rua General Polidoro, 180 – Botafogo
Rio de Janeiro - (21) 2543-4511
Quinta à Sábado 21 horas
Domingo: 20h30
Até 28 de abril (maio em SP)

sábado, 30 de março de 2013

Rio ou Sampa! Viver no mundo!


Em 50 anos vividos, eu nunca imaginei morar em uma cidade que não fosse São Paulo. Está certo que algumas vezes, eu até cogitei mudar para uma cidade próxima da capital... na praia ou campo, mas somente aposentado!

Eis que surgiu um convite profissional (que ponderei durante 2 meses) e a decisão tinha como consequência a imposição de morar no Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa! De fato... estar dentro do olho do furacão da cultura brasileira não tem preço. E ainda tinha o encantamento de assumir a área de comunicação de um projeto de grandeza sem precedentes na área literária. E quem me fez o tal convite também frisava: o Rio de Janeiro vive um momento especial, você vai gostar e profissionais no seu estilo e com sua bagagem são raros por aqui.

Na primeira semana, eu passei por um batismo de fogo. Foram 3 dias seguidos de 36o C. Algo totalmente novo, após trabalhar por 5 anos em uma sala com temperatura de 15o C. Outro ponto horrível de constatar foi ficar em hotel em um período inicial. Eu me sentia como um desabrigado dessas grandes tragédias.

Eis que parte da situação foi resolvida quando na segunda semana aluguei um pequeno “loft”. Para meu espanto e por essas coincidências da vida, eu vim morar próximo de um dos lugares mais lindos aqui do Rio. Sempre me emocionei nas pedras do Arpoador. Estou no coração do Posto 6 em Copacabana e caminhando poucas quadras estou em Ipanema. O local é muito bom com bancos, farmácias, padarias, supermercados, enfim com toda infra-estrutura.

meu cantinho no Rio
Bom... com a poeira abaixando vem o dia a dia! Algumas pessoas pelo facebook apregoavam que eu estava numa vida boa. Como assim? Boa sim, claro! Mas não no senso comum da cidade de praia.. com pouco trabalho. Sabia que estava no Rio, pois o Metrô de superfície (sim, vou trabalhar de metrô) me faz ver isso pela janela, porém pisei no calçadão de Copa apenas no 17o dia de morador da Cidade Maravilhosa. E aí aquela constatação óbvia. Como paulistas e cariocas tem estilos diferentes... em tudo. E como bom forasteiro tenho que me adaptar ao “Carioca Way of Life”. O paulista deve ser muito carente, pois pega os amigos no colo. No Rio todo mundo é amigo... mas cadê? Onde estão?

Depois de 2 finais de semana em São Paulo, no feriado estou por aqui! Está certo que nada dentro de rotina, pois tenho amigos me visitando! Dias de sol e praia. Tudo bem típico. Praia no Rio e não como turista e sim como laser de cidadão! Dias antes de mudar, eu passei pela Avenida Paulista (minha paixão) e emocionado fiquei com os olhos em lágrimas! E com a sensação como a de ir morar em Tóquio senti saudades dessa Sampa amada! No dia que faleceu o cantor Emílio Santiago, eu caminhando perto de uma loja... pude ouvir sua voz sendo reproduzida com “Copacabana, princesinha do mar...” lindo! E agora? E se eu ouvir “Sampa do Caetano” ou “Sinfonia Paulistana do Billy Blanco”? São lindas homenagens de um baiano e um carioca para uma cidade que encanta muita gente! Nossa... que saudades da minha rotina paulistana. 


Se ficarei no Rio por muito tempo? Não sei! Quero viver essa experiência! Quando der estarei na minha cidade querida. Como bom paulistano sei o que é sermos cosmopolitas. E creio que para viver bem preciso me acostumar a ser um “carioca de São Paulo”. Sou brasileiro e um cidadão do mundo!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Facebook? Não vejo mitos!


Tenho estudado bastante algumas pesquisas de comportamento virtualizado e em especial o Facebook é o melhor ponto para essa análise. Por um novo viés acadêmico busquei um olhara inda mais atento para comprovar "in loco" o que esses estudos revelam. Concordo com a maioria deles. Em dados quantitativos mais de 70% dos internautas começam e terminam seus dias dando uma espiada no facebook.
Já qualitativamente, existem de ciclos de uso. A maioria dos facebookers traçam o ideal (ou o correto) baseados em sua realidade. Até aí nada novo, não? As pessoas tem essa tendência de se colocar como parâmetros... é bem engraçado! Eu adoro de verdade ver as nuances de todos nós por aqui.
Devo ter meus deslizes para alguns e na verdade meu perfil deve ser bem chato e como sempre digo, mostramos aqui o que somos ou para muitos o que queremos ser...
Sem falar em perfis fakes que acho os mais legais, já que não são humanos e sim representação desejada de amigos, fãs e namorados (as) inexistentes. E os confrontos entre certo e errado...
Coloquei alguns parâmetros para mim mesmo. Nenhuma regra a ser seguida, mas apenas algo que me faz bem! Respeito e às vezes prestigio quem age diferente. Relato os mais polêmicos!
1. Muita raramente faço comentários políticos ou esportivos e nem entro em polêmicas religiosas. Quando me atrevo a algo nesses temas é mera expressão de algo do momento, sem panfletar! 
2. Não resisto a postagem que pedem uma "zuadinha". Esse é meu lado mal educado (risos). Mas, na maioria das vezes eu acrescento: "não pude perder a piada".
3. Joguinhos... bem, de vez em quando experimento por um período alguns deles. São fantásticos, mas sempre os bloqueio em geral. E não recebo convites insistentes porque os bloqueio e aí não preciso colocar algo xingando os "jogadores".
4. Informações falsas! Só compartilho o que conheço a origem! Avisos falsos do facebook, instagram e etc são os mais comuns. Mas, até gente e animais desaparecidos precisam ser checados.
5. As pessoas costumam falar que usam o facebook por estarem desocupadas e livres... ou sem trabalhar. Para mim, não! trabalho com informação e como disse o facebook é inevitável para mim...
6. Estar no meu facebook não é ser meu amigo e nem espero isso! Ilusão adolescente isso, não? Minha vida me faz conhecer muita gente, o que não seria diferente por aqui. Se passo na frente da casa de algum conhecido e o reconheço... não consigo entrar em sua casa e no máximo darei um aceno. Agora com amigos e de acordo com a intimidade, eu entro peço um cafezinho e até uso o banheiro. Simples, não é?
7. Somos o que somos! Se algo te incomoda no facebook, ignore, apenas isso! E deletar/bloquear alguém no facebook não é castigo para nada! Da mesma forma adicionar alguém novo não é uma premiação!

Está bom... fui chato! Deu vontade de escrever sobre o tema! Só isso!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Almodóvar em 2013. Será?

Tenho algumas paixões no mundo das artes. No cinema eu simplesmente adoro a estética, linguagem, fotos e acima de tudo roteiro do espanhol Pedro Almodóvar. Coleciono seu filmes. Assisto todos eles várias vezes. E o mais estranho é que sinto que apesar de as pessoas o julgarem como louco e ousado, seus relatos são o mais comum dos mundos.

Hoje conheci o trailer de seu próximo filme "Los Amantes Pasajeros". Não deu para perceber muita coisa, mas uma certa concessão ao previsível acontece. Vamos ver se teremos a ironia perigosa de sempre.

A sinopse promete: "A comédia de humor negro acompanha um grupo de viajantes durante um turbulento voo para a Cidade do México. Diante da ameaça da morte, os passageiros resolvem se abrir uns para os outros e começam a confessar seus pecados."

Esse é o primeiro teaser trailer. O vídeo traz uma engraçada divertida performance musical de aeromoços, ao som de I’m So Excited (que deverá ser o título do longa nos EUA) das Pointer Sisters.





No site de sua produtora El Deseo, Pedro Almdóvar fala do lançamento.“Los Amantes Pasajeros conta a história de um grupo de pessoas preso em um único ambiente e desconectado do exterior. Escrever o roteiro começou como um capricho e terminou cômico ao reunir comédia, moral, oral e irreal, ou irrealismo. Tentei deixar a realidade de lado, mas às vezes a realidade está enraizada sem que você perceba. Não tive uma referência cinematográfica consciente durante a gestação, é mais teatro atual, mesmo televisão, e minha claustrofobia do que cinema”, escreveu. “Neste filme há mais personagens do que o usual, mas menos espaço do que nunca. Já existiram muitos filmes sobre um grupo preso, você não poder deixar o lugar onde está (e a TV está repleta de competição e sobrevivência claustrofóbica), do Anjo Exterminador de Luis Buñuel a Enterrado Vivo, de Rodrigo Cortés, no qual tudo acontece no menor espaço imaginável, um caixão”, completou Almodóvar.


Los Amantes Pasajeros, que ainda não tem título em português, reúne em seu elenco Javier Cámara, Cecilia Roth, Lola Dueñas, Raul Arévalo, Carlos Areces, Antonio de la Torre, Hugo Silva, Willy Toledo, Miguel Ángel Silvestre, Blanca Suárez, José Luis Torrijo, José María Yazpik e Laya Martí, além de participações especiais de Penélope Cruz, Paz Vega e mais uma vez Antonio Banderas (o segundo nessa sua fase pós-Hollywood). Nos cinemas espanhóis chega em Março, e parece que no Brasil acontece só em setembro de 2013.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Recusa.


Não poderia existir melhor opção para finalizar meu domingo do que assistir uma boa peça de teatro. Já tinha conhecimento por comentários da qualidade enorme do trabalho da Cia Teatro Balagan (www.ciateatrobalagan.com.br). E hoje pela manhã li nos jornais que acabava a mostra Uma Simetria Invertida com a peça Recusa. Ou seja, eu precisava assistir HOJE!

Na mostra, que aconteceu nas instalações da SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt,  existia uma outra montagem com Prometheus – A Tragédia do Fogo, além de palestras, filmes e uma apresentação da cantora Marlui Miranda. Nessas horas, a gente percebe o quão rica é a vida cultural de São Paulo, pois não conseguimos dar conta de conferir tudo que há de melhor acontecendo na cidade simultaneamente.

Recusa tem um texto impecável de Luís Alberto de Abreu e direção de Maria Thaís. Os atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto são de uma intensidade em cena que não me lembro de já ter assistido algo parecido. A brilhante atuação dessa dupla significou a premiação da APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte na categoria melhor ator. MERECIDO!

Os primeiros minutos acontecem em um dialogo entre dois índios na sua língua nativa. Luzes e cenário davam um toque diferenciado. O trabalho de corpo é fundamental e o que parecia caminhar para um espetáculo lento transformou-se num impactante amor às raízes.

Dois índios, de uma tribo considerada extinta, vagam por fazendas de Mato Grosso. Há mais de 20 anos não havia sinal da sua etnia. Mas essa dupla de sobreviventes se recusa a fazer contato com quer que seja. Não quer falar com homens brancos. Não quer ajuda. Juntos, eles apenas riem das histórias que contam um ao outro. Preferem ficar só. Também aparece uma dupla de heróis ameríndios, Pud e Pudleré. O fazendeiro que matou um índio e sua vítima, além do resgate de Macunaíma e seu irmão.

O projeto para a montagem de Recusa nasceu há três anos quando atores, diretora, dramaturgo, preparadora corporal e cenógrafo, instigados por notícias de que a Procuradoria-Geral da União queria demarcar área de dois índios isolados. Com isso começaram uma pesquisa com antropólogos e estudiosos para chegar a um processo criativo dentro desse. Os jornais em 2008 noticiavam o aparecimento de dois índios Piripikura, etnia considerada extinta há mais de 20 anos.

Durante todo o processo de criação a Cia. Teatro Balagan, tornou público, na sua sede, o resultado da sua investigação. E no ano passado, eles realizaram pesquisa de campo em Rondônia com o povo indígena Suruí Paiter.  A pesquisa dos roteiros dramatúrgicos que experimentam os modos de narração, a sonoridade e outros modos de construção verbal (como a desestruturação da língua portuguesa, quando falada pelos indígenas). Exploram também cantos de diversos povos indígenas, que fundamentam a linguagem e são eixos que guiam a criação, permitindo que mundos distintos interpenetrem-se, que múltiplos pontos de vista encontrem-se e alguns seres, como os espíritos, os animais e as coisas, expressem-se. Ainda em processo de criação, eles mergulham nas relações de encontro, estranhamento, trocas e negociações estabelecidas entre esses diversos seres, mundos e a cultura branca.

Lindo! Fica minha reverência e também virei fã desse pessoal.